É só um smartphone?

Sei que uma das coisas mais comentadas na semana foi o Steve Jobs, que será eternamente lembrado por sua imagem frente a Apple e principalmente pelo iPhone, mas o iPhone é só um smartphone?

Steve Jobs era uma mente visionária que conseguia enxergar sempre a frente, e por isso conseguiu identificar necessidades que vinham se tornando cada vez mais fortes e complexas entre nós: a necessidade de Interagir e Compartilhar. O iPhone é um produto desenvolvido para atender a essas necessidades, é um marco nessa transição da forma como interagimos, compartilhamos e usamos tecnologia, mas seria errado dizer que ele originou tudo isso.

Essas necessidades não vieram a partir de um dispositivo, e sim o contrário, os usuários se tornaram naturalmente mais exigentes não somente com a tecnologia, mas no cotidiano em geral.

Por exemplo, os modelos antigos de negócio, nos quais os usuários deveriam ir atrás dos produtos que lhes eram disponibilizados evoluíram para um novo modelo onde os usuários tem um poder de escolha e influência na escolha de outros muito maior, ou seja, os produtos não devem apenas estar disponíveis, devem persuadir os seus clientes, permitir que eles falem, opinem, critiquem e compartilhem.

As marcas tornaram-se alvo de desejo não só pelo que o produto final em si oferece, mas também por tudo aquilo que ele traz agregado, como por exemplo, quais pessoas estão consumindo (e o que elas falam), como ele trata seus consumidores, quais conteúdos de interesse ele tem para oferecer e etc…

O Twitter foi lançado em 2006 e também é fruto dessa necessidade expansiva de interação, no ano seguinte (2007) o primeiro iPhone foi lançado e com isso a introdução de uma tecnologia previamente utilizada, mas não tão acessível: Touchscreen.

O Touchscreen rapidamente dominou o mercado de smartphones, tablets e aos poucos começa a migrar para TV’s e Computadores Desktop tornando a experiência do usuário algo muito mais imersivo, palpável e interativo permitindo um ganho muito grande na experiência do usuário final.

Por tanto seria uma grande injustiça lembrar do Steve Jobs como a mente a frente de um smartphone (iPhone), ele conseguiu traduzir em uma ferramenta as necessidades cotidianas de todos nós, usuários, facilitando e possibilitando novas formas de interação e desenvolvimento, além é claro de fomentar um mercado faminto por novas tecnologias e escolhas.

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