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fevereiro 24, 2012

Interfaces Invisíveis

A forma como as pessoas se relacionam esta evoluindo, se moldando e modificando, mas não se enganem, isso não é reflexo dos avanços tecnológicos e sim o contrário. A tecnologia evolui para acompanhar as necessidades inter-pessoais de nossa sociedade moderna e conectada, estamos presenciando um momento em que interagir, compartilhar e distribuir estão consolidadas no cotidiano e vemos claramente o efeito disso na tecnologia.

Por exemplo, os smartphones surgiram como um dispositivo pessoal capaz de realizar ‘n’ tarefas, e o mais importante, possibilitar a interação com outras pessoas de qualquer lugar e a qualquer momento, e com eles as telas começaram a ficar cada vez maiores até um ponto que foi preciso lançar um novo produto, os tablets, que são ferramentas mais voltadas para o conceito de entretenimento. Outras duas tecnologias nas quais a conectividade começa a se integrar são os Televisores e Geladeiras que começam a dar os primeiros passos, permitindo o acesso a redes sociais, ou no caso das geladeiras, também a receitas. A internet começa a se integrar com os objetos de nosso cotidiano, para suprir e se aproveitar desse novo modelo de relação que estamos estabelecendo, você já deve ter ouvido falar da ‘A Internet das coisas’, é exatamente isso.

Mas o que isso representa? Representa uma necessidade da redução de ruído na interação das pessoas com os objetos, o ‘Kinect’ é o maior exemplo disso, agora eu já não preciso do controle que pode ser visto como um elemento mediador entre as minhas ações e as reações que causo no jogo, agora eu interajo quase que diretamente com a máquina, ou seja, a tecnologia que se esforça para entender o que estamos querendo fazer e não mais nós precisamos nos habituar com um conjunto de direcionais, botões, fios para conseguir realizar determinada ação.

Um outro exemplo disso é o termostato ‘Nest’ que aprende como o usuário gosta do clima em determinados dias, horas e épocas do ano e vai se perfeiçoando exigindo o minimo de interferência humana.

Isso na minha opinião, esta ficando cada vez mais consolidado, precisamos de experiências que nos facilitem o uso das coisas, que nos permitam imergir em conteúdos cada vez mais interativos e tudo isso a partir de hardwares menores e por vezes imperceptíveis, a tecnologia esta caminhando pra este caminho, não me assustaria se os smartphones, nosso primeiro exemplo, começassem a passar por uma transformação de formato e dimensão para se tornarem menos incomodo, menos perceptível.

Dizer que as interfaces serão invisíveis, não quer dizer que elas não existirão mais, mas começamos a substituir comandos através de botões, interruptores para ‘gestures’ e comandos de voz, as interfaces vão estar nas coisas e elas serão muito mais competentes em entender o que queremos fazer, trazendo um novo universo de interatividade e possibilidades.

fevereiro 14, 2012

Café, Campus Party, Estudo e Novas ideias!

Após ter sido apresentado a bases teóricas muito relevantes durante o curso de Design de Interação no NIC (Núcleo de Interfaces Computacionais) da UFES (Universidade Federal do Espirito Santo), entendi que era necessário um tempo para estudar, refletir, entender e conhecer melhor esse universo que me cativa cada vez mais. Entendi, que depois de um “reboot”, precisava de um “Upgrade”.

Nesses 2 meses de estudo, empirismo, pesquisa e reflexão me inscrevi no curso de Arquitetura da informação no instituto Faber-ludens e fui a 5º Edição da Campus Party Brasil. Nessa edição da Campus, tive contato com: Edu Agni especialista em design de interação que já vinha acompanhando, Gonçalo Ferraz do instituto Faber-Ludens, Augusto de Franco Pesquisador da área móvel e interatividade, pessoal do Estúdio PopUp Design, Agência Loduca, Daniel Rocha Gerente de Ecossistema e Serviços da Nokia Brasil, equipe da agência mobie Follow The Queen e muitas outras pessoas, algumas de outras áreas, mas que falaram de coisas relacionadas a interface, mobilidade ou ainda usabilidade.

Essa contato / experiência mostrou (para minha felicidade) que estou no caminho certo, e me empolgou ainda mais. Neste post, além de falar um pouco dessa minha experiência durante estes dois meses, vou contar um pouco como foram as palestras e debates por lá, dignas de muito café e interatividade, abrindo a temporada 2012 de post’s com uma nova safra, renovada!

Relação Homem x Tecnologia

No debate com o pesquisador da área móvel, Augusto de Franco, pude confirmar que a tecnologia existe para suprir nossas demandas, e que a evolução dela ocorre devido a reestruturação da sociedade, novas demandas, novas necessidades que precisam ser atendidas. A tecnologia se moldou para ser interativa no intuito de suprir essa nova organização, sendo apenas uma ferramenta para aproximar, facilitar, distribuir e atender essas novas necessidades. Resumindo, não é a tecnologia que dita o comportamento humano, e sim o comportamento humano que dita como a tecnologia deve se comportar, se adequar.

Smartphones, tablets, notebooks, computação em nuvem são apenas estruturas, canais que facilitam a relação inter-pessoal.

Interfaces

Unanimidade: as interfaces tendem a se tornarem cada vez mais invisíveis, com a finalidade de diminuir o ruído, permitindo a imersão (lembram dela?) do usuário de uma forma mais plena. O kinect, por mais que ainda possa parecer um instrumento de entretenimento, é muito mais e começa a ser estudado para esse direcionamento. Gonçalo Ferraz, disse ainda que a computação em nuvem estará cada vez mais presente em nosso cotidiano, tudo vai se conectar, reforçando o que o Augusto de Franco tinha dito em um debate anterior: “A Sociedade é em rede”.

Daniel Rocha, da Nokia, explicou um pouco do conceito por trás da interface “Metro” do Windows phone 7, que reflete o que falamos acima, através de um design centrado no usuário e inspirado em placas de sinalização de metrôs, pontos de táxi e ônibus, busca ser minimalista o suficiente para que o usuário se preocupe em realizar suas atividades e não em utilizar o aparelho.

 

Ocorreram palestras que afirmaram que a internet estará integrada as coisas, até o físico Michiu Kaku, disse que a tecnologia será uma força onipresente, ela estará presentes principalmente em óculos ou lentes de contato.O bacana é que essa tendência pode ser percebida por pessoas de áreas de atuação diferentes, isso foi muito empolgante.

Edu Agni, por outro lado, realizou uma grande palestra sobre Design Emocional, utilizando diferentes referências (sim Donaldo Norman estava entre elas). Este conceito pode ser facilmente aplicado para melhorar a experiência do usuário e gerando um sentimento que vai além da facilidade de uso, mas traga um retorno que ele levará consigo por um bom tempo.

Inovação

Uma feira de tecnologia sem inovação não pode né? Dentre as que eu achei mais interessante, foi ficar sabendo da existência de um protótipo funcional de um aparelho Nokia com tela flexível, segundo Daniel Rocha, o mercado ainda não esta pronto para esse tipo de produto, mas em breve ele será exibido no Brasil. Acho que isso revela uma tendência muito forte, ao menos para os aparelhos pessoais, que em minha opinião antes de se tornarem ferramentas mais “invisíveis” irão passar por um processo de encolhimento da tela e serão mais fáceis de serem carregados e utilizados durante o dia a dia, as telas flexíveis refletem essa necessidade.

Telas pequenas → Telas Grandes → Telas Maiores Ainda → Telas Menores/Flexíveis → Invisíveis

 Senti um pouco de falta, de informações sobre os novos navegadores, o Firefox 10 esta com umas novas ferramentas muito interessantes, como por exemplo, a visualização 3D e em camadas de todas as páginas do site. Eles estão buscando cada vez mais se aproximar dos outros navegadores com a finalidade de diminuir a diferença entre eles.

Os navegadores dos dispositivos móveis, além de gerar um custo muito maior tem essas diferenças ressaltadas, o que vem dificultando o desenvolvimento de soluções web mobile. Talvez com um amadurecimento maior das Medias Queries isso possa ser solucionado, ou ao menos melhorado.

Coisas Legais

A palestra com o responsável pela digamos assim, criação do Angry Birds, Julien Fourgeaud foi algo bem legal de se ver, bem como a conversa que envolvia “O Bairrista”, que foi bem legal. Fora isso, tinha por lá vários simuladores, stands para #gamers e vários gabinetes bem diferentes, dos quais eu me lembro mais do Iron Men, Coringa e Poderoso Chefão.

Conclusão

2012 promete ser um ano repleto de novidades, competitividade de mercado e inovações, as tendências estão se tornando cada vez mais fortes saindo de um plano conceitual para um outro de prototipagem, e nós, como designers de interfaces, interação devemos acompanhar e estudar essas mudanças na forma de comportamento entre as pessoas, entender como a sociedade em rede funciona, interage, compartilha e distribui e ainda entender como isso se reflete nas tecnologias.

novembro 25, 2011

Aceita uma xícara de inspiração?

Comecei na semana passada um curso de Design de Interação oferecido pelo NIC (Núcleo de Interfaces Computacionais da UFES) e parceiros,  que me  permitiu realizar uma especie de “reboot’ na forma de pensar interfaces, os questionamentos que devem ser feitos no ínicio e durante cada projeto. O mercado exige soluções rápidas e você acaba criando um hábito na forma de pensar. Acho de extrema importância que de tempos em tempos, devemos paremos para pensar nas metodologias que estão sendo usadas, nos processos, ferramentas e tudo mais. Isso vai agregar conhecimento, porque você vai buscar nas formas de complementar ou realizar certas atividades um aumento no seu repertório, e, assim oferecer sempre soluções melhores para as pessoas que vão utilizá-las.

Este post visa trazer um pouco dessa minha experiência no curso e algumas doses de inspiração. Os vídeos abaixo, independente de quando tenham sido feitos, vão te ajudar a ampliar a visão sobre o Design de Interação. Um deles do Don Norman fala, em uma tradução literal, o seguinte: “Não esqueçam de criar design para as pessoas”. E esse é a essência do nosso trabalho.

Os vídeos estão em inglês, mas a qualidade tá bem bacana, servidos?

Bill Verplank: Interaction Design


Don Norman: Emotional Design


Don Norman: Thoughtful Design


Round Table With Don Norman and Bill Verplank

novembro 18, 2011

Microsoft: Muito além do “Touch”

A Microsoft, empresa fundada por Bill Gates e Paul Allen vem a muito tempo fornecendo soluções tecnologicas, muitas pessoas criticam os produtos desta empresa, por falhas apresentadas em versões anteriores e pelo seu navegador Internet Explorer, que foge muito dos padrões encontrados em ‘browsers’ que oferecem uma navegação mais adequada com os padrões atuais(chrome e firefox).

Ao longo dos últimos aproximadamente três anos, a microsoft vem se re-inventando e oferecendo soluções diferenciadas para produtos já existentes, e isso é ótimo, porque oferece a possibilidade de escolha entre formas de interações que melhor se enquadrem no perfil de um usuário em específico. Pegando como exemplo, os líderes de mercado Iphone e Android que oferecem formas de interação muito similares, não por acaso que existe uma guerra de patentes entre Apple e Samsung, quem já teve oportunidade de mexer em ambos aparelhos sabe o que estou falando.

A Microsoft tem capacidade para se tornar uma líder em tecnologia num futuro próximo, com produtos inovadores oferecendo uma experiência do usuário diferenciada. Veja abaixo alguns produtos que podem se desenvolver e garantir algumas inovações, que vão muito além do Touchscreen:

Microsoft Surface:
Microsfot Surface é um tablet voltado para diversas finalidades comerciais e de entrenenimento, imagine você entrar em um restaurante e colocar seu cartão de crédito em cima de uma tela e poder arrastar os itens consumidos para ele? Demais né?


Kinect:
O Kinect é mais conhecido permitindo que se jogue no xbox apenas com o movimento do corpo, e vem sendo utilizado em diversos experimentos que vão render algumas interações bem bacanas daqui algum tempo.


Tela Touch Auto limpante:
Quem nunca se irritou após utilizar o touchscreen do seu aparelho ver as marcas de dedo na tela? Esta patente da microsoft promete acabar com isso.


Windows Phone 7:
O Windows Phone 7 já presente em aparelhos da HTC e Nokia, oferecem uma forma diferente de interação em comparação ao iphone e ao Android. A distribuição dos elementos é baseado num grid que exibe as funcionalidades de forma muito mais elegante e imagética, permitindo certa customização do que queremos ver e como queremos ver.


Windows 8 (Tablet):

Segue o mesmo conceito do windows phone, oferecendo uma forma de interação baseada em grids.


Holodesk:

Holodesk pode ser considerado uma evolução da realidade aumentada, com ajuda do Kinect você pode interagir com elementos virtuais, ou seja, você consegue tocar, puxar, jogar, empurrar projeções holográficas. Divertido né? Consigo imaginar muitas formas de utilizar isso de forma comercial ou para games.


Omni Touch:

Por último o Omni Touch, é um projeto que visa portar um celular, um tablet ou qualquer outro tipo de interação para qualquer superficie de forma que você consiga visualizar e interagir com as projeções.

Conclusão:
Para aqueles que acharam que a Microsoft estava morta, que o Windows Phone 7 seria um fracasso e que ela não seria capaz de inovar em qualquer sentido, acho que esses projetos mostram que a Microsoft é uma empresa que passou a somar no mercado, oferecendo experiências diferenciadas e capazes de se desenvolver em novas formas de interação num futuro bem próximo.  Isso significa variedade, possibilidade de escolha e novas formas de interação, o que para mim é ótimo!

Mais alguns vídeos do Microsoft Surface:

Já se imaginou jogar RPG assim:


Microsoft Surface 2 (2011):

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